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“Lula dá nó em pingo d’água”, Assis Angelo

Post da segunda-feira 16 de janeiro de 2012

Lendo O Que Sei de Lula, lembrei de uma passagem que tive como repórter da Folha com o personagem principal do novo livro de José Nêumanne.
Foi na madrugada da intervenção federal do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema, ali nos fins dos 70.
Esperávamos o interventor, que enquanto não chegava jogávamos conversa fora em torno de uma mesa sentados e de pernas cruzadas, com Lula e Ricardo Kotscho que um dia assumiria a Secretaria de Imprensa da Presidência da República. Quando, enfim, o interventor apresentou-se, brinquei com Lula cantarolando um trecho de música de Roberto Carlos:
- O show já terminou…
Com olhar fulminante, irritado, ele reagiu com a rapidez de um raio:
- Show, que show? Aqui não tem show nenhum!
Logo depois, diria em entrevista que iria abandonar a liderança sindical.
Lembro isso para dizer que o personagem que dá título ao livro de Nêumanne não é sopa e nunca esteve pra brincadeira. E tal camaleão acuado, sai-se bem de qualquer parada, sempre.
Amigo de Deus e do Diabo, Lula aprendeu tudo o que sabe na escola da vida.
É um ás da política, capaz de dá nó em pingo d´água até em figurões já varridos pela morte da cena política nacional, como o general Golbery do Couto e Silva.
Um dia o general, diz a lenda, sonhou ter em Lula um aliado.
Lula, que faz da política um jogo de xadrez mortal, riu quando o general partiu.
O Que Sei de Lula é um livro bem-feito, bem escrito. Poderia ser confundido com um romance policial se não tivesse o título que tem, tamanha a quantidade de personagens inescrupulosas, inclusive, que se movimentam serelepes no virar de cada página.
É um enredo e tanto!
Dá filme

Blog do Assis Angelo

 

Nêumanne no programa do Jô

“Nota 10″, por Moacir Japiassu

Saiu na coluna do Japi:

Nota dez

O considerado José Nêumanne Pinto, jornalista e escritor do primeiro time, o  qual, como todo intelectual honesto, não tem filiação partidária, escreveu noJornal da Tarde sob o título USP dá exemplo para o Brasil seguir:

Os estudantes e sindicalistas de extrema esquerda que se rebelaram contra a presença da Polícia Militar (PM) no campus da Universidade de São Paulo (USP), sem querer, e o reitor da instituição, João Grandino Rodas, no pleno e voluntário exercício da autoridade de que foi investido, estão fazendo história.

(…) Na semana passada, o professor de Filosofia Contemporânea Carlos Alberto Ribeiro de Moura reprovou por faltas 60 alunos que não compareceram ao número regulamentar de aulas para engrossarem o coro dos rebeldes descontentes na greve de novembro.

Leia no Blogstraquis a íntegra do artigo de quem trouxe do sertão nordestino a coragem necessária para escrever algumas verdades fundamentais.

Feliz Ano Novo

Feliz Ano Novo!

Feliz 2012 em todas as Estações!
Acesse a imagem ampliada. Clique aqui!

 

 

 

 

O que sei de Lula em debate

“O que sei de Lula” em debate

O jornalista, poeta e escritor José Nêumanne Pinto debaterá seu livro mais recente, O que sei de Lula, com o filósofo Roberto Romano, professor de Ética da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e o poeta e editor Pedro Paulo de Sena Madureira, na Livraria da Vila, do Shopping Higienópolis (Avenida Higienópolis, 618, telefone 3823 2819) sábado 10 de dezembro, ao meio dia.

O ex-presidente Lula, tema do novo livro se José Nêumanne

“Lula, um retrato jornalístico”, por Carlos Augusto no Diário do Nordeste

Novo livro do escritor e jornalista José Nêumanne Pinto perfila o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Autor lança obra em Fortaleza, hoje, às 19 horas, na Saraiva MegaStore

O pernambucano Luiz Inácio Lula da Silva divide opiniões, quanto a sua atuação e orientações políticas. Contudo, é difícil encontrar quem conteste sua condição de personagem essencial para compreender a história política do Brasil nos últimos 40 anos. É sobre essa figura que o escritor e jornalista José Nêumanne Pinto reflete ao longo de seu novo livro. Ele vem a Fortaleza para o lançamento de “O que sei de Lula”, hoje, às 19 horas, na Saraiva MegaStore, no Shopping Iguatemi.

O livro reconstitui a relação de Nêumanne com seu personagem, desde 1975,quando Lula assumiu a presidência do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, até o fim de seu segundo mandato como presidente da república, quando conseguiu ver eleita para o posto uma de suas ministras. Com o passar dos anos, a relação que era mais próxima, e até cordial, tornou-se mais profissional e mediada pelos noticiários.

Comentarista de TV, Nêumanne não deve ser tomado por um iniciante na escrita de obras desta natureza. Pelo contrário, o jornalista é um veterano na crônica política, um das áreas recorrentes em sua escrita, que conta ainda com romances e coleções de poemas.

O livro sobre Lula ecoa outras três produções do jornalista: “Erundina, a Mulher que Veio com a Chuva” (1989), um perfil jornalístico da ex-prefeita de São Paulo, Luiza Erundina de Souza; “Atrás do Palanque”, um livro-reportagem sobre os bastidores da turbulenta e polêmica eleição
presidencial de 1989; e o romance policial “Veneno na Veia” (1995), baseado no episódio dos “anões do Orçamento”, que estourou em 1993,
envolvendo desvio de verbas por congressistas brasileiros.

“O que sei de Lula”, de José Nêumanne Pinto
R$ 69 /522 PÁGINAS / 2011 /TOPBOOKS
Lançamento às 19h, na livraria Saraiva MegaStore, no Shopping Iguatemi (Av. Washington Soares, 85). Contato: (85) 3241.1986

Publicado no Diário do Nordeste em 4 de novembro de 2011

 

 

Nëumanne na Livraria Travessa

Nêumanne na Livraria Travessa: Amanhã, sábado, 26 de novembro, 17h

Se estiver nas proximidades do Shopping Leblon amanhã à tardinha e o dia já não estiver mais convidativo para a praia, poderá ir à Livraria da Travessa para meu debate sobre O que sei de Lula, livro que lancei recentemente, com o antropólogo Roberto DaMatta. A inteligência do debatedor compensará os eventuais defeitos do livro. Vai ser, como mostra o convite abaixo às 5 da tarde, a entrada é franquíssima e aberta aos amigos dos amigos e até inimigos do autor.

XIII Assembléia do Foro do Brasil

XIII Assembléia do Foro do Brasil

José Nêumanne será palestrante da XIII Assembléia do Foro do Brasil que acontecerá no dia 28 (segunda-feira) de novembro, no auditório da UNISANT`ANNA, Rua Voluntários da Pátria, 421, Santana, S. Paulo. Participará também como palestrante o jornalista Augusto Nunes. Ele e Nêumanne serão mediados pelo Gel. de Exército Augusto Heleno. O evento é gratuito.

Mais informações em: www.forodobrasil.info

 

Nëumanne

Nêumanne no CONGRESSO BRASILEIRO DE ESCRITORES de Ribeirão Preto

José Nêumanne informa que participará do CONGRESSO BRASILEIRO DE ESCRITORES de 2011 de Ribeirão Preto com palestra sobre o tema Jornalismo literário, no dia 23 de novembro, das 14 às 16h.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

CONGRESSO BRASILEIRO DE
ESCRITORES de 2011

Ribeirão Preto, 12 a 15 de novembro de 2011

12 DE NOVEMBRO DE 2011 (MANHÃ)
9h
às 10h – Recepção e credenciamento

10h
– Cerimônia de abertura  (teatro)

 
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O que sei de Lula. Lançamento e Fortaleza

Lançamento em Fortaleza

“Amanhã irei a Fortaleza e, à noite, na Livraria Saraivado Shopping Iguatemi da avenida Washington Soares, lançarei uma vez mais meu livro O que sei de Lula” .  José Nëumanne

A Topbooks e a Livraria Saraiva convidam para o lançamento do livro

O QUE SEI DE LULA

de José Nêumanne Pinto. Sexta-feira,

4 de novembro de 2011, a partir das 19h.

Livraria Saraiva, Shopping Iguatemi, Av. Washington Soares, 85. lojas 420 a 424 | Fortaleza. Tel: (85) 3241.1986

O QUE SEI DE LULA

O que sei de Lula, por Roberto Romano – JP

Quinta-feira 27 de outubro de 2011 Roberto Romano, professor de Ética da Unicamp

Em “O que sei de Lula”, José Nêumanne Pinto oferece um precioso mapa da vida política brasileira. O culto votado a Lula não brota do nada, ele foi instaurado por alguém. A mística do lulismo nasce da propaganda. Ele esconde, sob a popularidade, a ruína das instituições nacionais. A propaganda já foi estigmatizada pelos mestres da ética como o método de enganar os tolos para vencer eleições políticas. Ela não é só palavra enganosa, mas gestos corporais. Muitas vezes uma piscadela demagógica engana multidões com eficácia maior do que muitos discursos.

Lula, mostra com clareza Nêumanne, é mestre na arte dos gestos, exímio nos truques da retórica. Certo caso verdadeiro, narrado em “O que sei de Lula” é eloqüente. Quando iniciou uma greve de fome contra o regime autoritário, Luis Inácio da Silva, depois de certo tempo, não mui to, sem mastigar alimentos, adquiriu umas balinhas de goma, consumidas sem que seus colegas de cela e de greve soubessem. Um companheiro escutou o ruído do papel que encobria as ditas balinhas e, seguindo o barulho, chegou a Luis Inácio. A greve de fome se desmoralizou. Por má consciência, ou má fé, pouco se divulgou do episódio entre os formadores os intelectuais que deveriam manter a fé pública e a ética acima de todos os personalismos.

O caso trazido por Nêumanne indica o perfil dos políticos que, no reino lulista, ou dele herdeiros, não prezam a ortodoxia ética. Luis Inácio abusou de outros truques, como o de proclamar nada saber sobre as estrepolias dos amigos ou subordinados. O truque principal é fingir fazer uma coisa e realizar o contrário. No escândalo do mensalão ele pediu desculpas ao povo brasileiro pelos malfeitos de sua grei. Depois abraçou os atores do mensalão, patrocinando o retorno de Delúbio Soares. Assassinado o prefeito de Campinas, o Toninho do PT, ele prometeu que providências seriam tomadas para investigar o atentado. Os familiares ainda esperam. Saga idêntica vivem os próximos de Celso Daniel, morto sem que medidas eficazes fossem tomadas pelo poder federal, que tem à sua disposição a polícia, o aparato administrativo e jurídico. Todos esses fatos são narrados por Nêumanne. Quem ler o seu livro, entenderá o que se passa no Ministério do Esporte. Ali se finge indignação, mas se adora colocar verbas públicas em mãos particulares.

Toda propaganda do nossos supostos esquerdistas tem a marca da balinha de goma: é o faz de conta, o não levar a sério o sofrimento da cidadania. Eles exigem adesão irrestrita da sociedade. Outra técnica dos antigos imaculados é atacar a imprensa. Sempre que surge um escândalo, o culpado maior são os jornalistas que estariam preparando um golpe para arrancá-los do poder. Nesta tarefa demagógica, recebem auxílio dos militant es profissionais, os que lucram com Ongs ou cargos e operam a sangria dos cofres públicos em proveito pessoal ou partidário. Foi tal gente que inventou o termo PIG, o Partido da Imprensa Golpista. O truque retórico, aqui, consiste em juntar duas figuras, a do golpe político, rematada mentira, à imagem do porco (pig, em inglês).

O truque é tiro que sai pela culatra. Golpe, dá quem se apropria de riquezas que deveriam servir para as políticas públicas, não para enriquecer companheiros. Porca é a tarefa de roubar do povo aqueles recursos, algo indigno de seres humanos. Orwell, crítico do regime totalitário e corrupto dos camaradas que mandavam no partido, tem texto chamado a “Revolução dos Bichos”. Nele, os camaradas dirigentes são os porcos. Eis a linhagem dos que, hoje, sujam palácios e partidos na tarefa indecente de vender gato por lebre, ou seja, corrupção como libertarismo esquerdista. Qual a moralidade desta fábula? Basta ab rir os jornais de hoje, caro ouvinte, para saber. Ou ler com calma o livro de Nêumanne. Com muita calma…